A perda do papel administrativo de sede do Estado será fato de grande importância para a conservação das feições urbanas da antiga Vila Rica, que, sem a necessidade do acelerado crescimento imposto às capitais brasileiras no século XX, mantém praticamente inalterado seu conjunto arquitetônico, artístico e natural. Em 1924, a cidade é visitada pelos modernistas Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, acompanhados do poeta francês Blaise Cendrars. Esses artistas agitavam o país com sua nova estética, lançada na Semana de 22, em São Paulo, que mudaria definitivamente os padrões da arte no Brasil. A visita serviu para revalorizar o barroco como estilo nacional, despertando o interesse pela figura de Aleijadinho no país e no mundo. Desde então, e sobretudo após a criação da Universidade Federal de Ouro Preto, em 1969, a cidade mantém sua vocação artística e cultural graças às suas escolas centenárias, aos festivais de arte e à realização de festas tradicionais.

Ao longo dos anos, a preocupação com a preservação de Ouro Preto se concretizou através de sucessivas medidas oficiais. Em 1931, o prefeito João Batista Ferreira Velloso proíbe construções que alterem o 'facies' colonial da cidade. Dois anos depois, é decretada Monumento Nacional, sendo inscrita em 1938 no Livro de Tombo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, SPHAN. Em 1944, ano do bicentenário do poeta e inconfidente Tomás Antônio Gonzaga, a criação do Museu da Inconfidência reforça a relevância histórica e artística de Ouro Preto no cenário nacional. Em 1980, após importantes estudos feitos por uma equipe de especialistas vinculados à Unesco, a cidade é reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade.




Escrito por Tadeu às 22h17
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De 1730 a 1760, a produção aurífera atinge seu apogeu. Sabe-se que entre 1735 e 1751 o quinto do ouro chegou a 34.275 quilos, o que leva à soma de 2.142 quilos recolhidos por ano pela Coroa. Essa é a fase gloriosa de Ouro Preto, assinalada por suas sofisticadas construções e festas barrocas. A mais famosa delas foi o Triunfo Eucarístico procissão que trasladou o Santíssimo Sacramento da Igreja de Nossa Senhora do Rosário para a Matriz de Nossa Senhora do Pilar, por ocasião de sua inauguração. A riqueza e a pompa do cortejo foram minuciosamente descritas pelo cronista Simão Ferreira Machado, revelando o fausto da vida social da época.

Ao final do governo Gomes Freire, em 1763, já se vislumbra a decadência do ouro e o iminente colapso econômico. As dificuldades de se extrair mais ouro levam o governo português a criar novos impostos, sem se preocupar em dinamizar a economia colonial. Alguns anos depois, o novo governador de Vila Rica, Visconde de Barbacena, toma a si a missão de lançar a derrama, imposto compulsório sobre os rendimentos atrasados do quinto do ouro, que, em 1788, ultrapassavam oito mil quilos.

O inconformismo com a situação econômica, as informações sobre as revoltas na França e na América do Norte e a ideologia iluminista infiltrada na sociedade mineradora fazem nascer no seio de Vila Rica a consciência revolucionária. As camadas mais abastadas — comerciantes, intelectuais e militares — conspiram e tramam a conjuração mineira em favor do ideal libertário, visando à separação da colônia de Portugal e à proclamação da independência. Mas o movimento, que ficou conhecido como Inconfidência Mineira, é frustrado pela denúncia do Coronel Joaquim Silvério dos Reis ao Visconde de Barbacena em 1789. Faziam parte do movimento Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa, Inácio José de Alvarenga Peixoto, Cônego Luís Vieira da Silva, Franscisco Paula Freire de Andrade, José Álvares Maciel e os padres José de Oliveira Rolim e Carlos Correia de Toledo, além do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Como mostra da força repressora da Coroa, os líderes do movimento são punidos com o exílio, e Tiradentes é condenado à morte. Enforcado e esquartejado no Rio de Janeiro, sua cabeça ficou exposta em Vila Rica, na atual Praça Tiradentes. Os padres cumpriram pena em conventos de Lisboa e os demais participantes foram banidos para a África.

No início do século XIX, a principal atividade do país é a agricultura, com a introdução da lavoura de café em São Paulo e nos estados do sul. Vila Rica deixa de ser a referência econômica do país, mas continua politicamente ativa. Em 1823, é elevada a capital da Província de Minas Gerais, passando a se chamar Imperial Cidade de Ouro Preto. Sua vocação cultural é reforçada com a criação de duas escolas de nível superior: a Escola de Farmácia, em 1839, primeira da América Latina, e a Escola de Minas de Ouro Preto, criada por ato de Dom Pedro II, em 1876, e implantada pelo francês Claude-Henri Gorceix. Com a proclamação da República, em 1889, Ouro Preto permanece como capital de Minas Gerais até 1897, quando é inaugurada Belo Horizonte, planejada e construída para esse fim. A partir daí, a cidade esvazia-se por completo. Além dos setores administrativos e econômicos, famílias inteiras transferem-se para a nova capital, deixando para trás memórias de um passado glorioso.

 



Escrito por Tadeu às 22h16
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Apesar dos problemas de alimentação, novos aventureiros alcançam o eldorado. Entre 1708 e 1709, paulistas — os primeiros descobridores da região — se revoltam contra os forasteiros, em sua maioria portugueses, baianos e pernambucanos. A rivalidade entre os dois grupos e a preponderância administrativa dos paulistas, que fazem a distribuição de veios de ouro, culmina na Guerra dos Emboabas. Liderados pelo comerciante português Manuel Nunes Viana, os forasteiros saem vitoriosos, tornando mais democrática a aventura do ouro.

Após o conflito, incrementa a vida da localidade o desenvolvimento de incipientes arraiais mineradores: Padre Faria, Antônio Dias, Paulistas, Bom Sucesso, Taquaral, Sant' Ana, São João, Ouro Podre, Piedade, Ouro Preto e Caquende. A cada dia os pequenos arruamentos ganham novas edificações, e o comércio surge com certa intensidade, dando configuração urbana à primitiva região mineradora. O visível crescimento desses arraiais leva o governador da capitania Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho a criar, em 1711, Vila Rica.

O arraial do Ouro Podre é o que mais prospera. O comerciante português Pascoal da Silva Guimarães enriquece com o ouro encontrado nas encostas do morro do Ouro Podre, tornando-se seu maior explorador. Indignado com o início do controle português e a cobrança de impostos, que exigia o recolhimento da quinta parte do ouro extraído aos cofres da Coroa, incita a rebelião conhecida como Sedição de Vila Rica. Para pôr fim ao movimento, o governador Dom Pedro de Almeida, Conde de Assumar, toma medidas drásticas: manda prender e enforcar Felipe dos Santos, fiel partidário de Pascoal da Silva, e incendeia o arraial do Ouro Podre, conhecido ainda hoje como Morro da Queimada.

Com o correr do tempo, os arraiais mineradores crescem e a distância que os separa diminui. Os arraiais de Antônio Dias e Ouro Preto se unem no morro de Santa Quitéria, onde hoje está a Praça Tiradentes. A rua principal toma sentido longitudinal, ligando as três colinas que vão formar a futura cidade de Ouro Preto: Cabeças, Praça Tiradentes e Santa Efigênia e, mais abaixo, o Padre Faria. O arraial de Ouro Preto forma com o de Antônio Dias o núcleo de Vila Rica, impondo seu nome, que tem origem nas primeiras descobertas do metal precioso.

 



Escrito por Tadeu às 22h16
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HISTÓRIA


Ouro Preto nasce com a descoberta do ouro. Antes mesmo de 1700, o espírito de aventura e o ímpeto pela riqueza fácil levam à região centenas de aventureiros, em sua maioria portugueses e paulistas (chamados bandeirantes). Segundo a lenda, ao meter a gamela no Ribeirão Tripuí para matar sua sede, um homem encontra no fundo algumas pedras negras e resolve guardá-las. De volta a Taubaté, em São Paulo, de onde partira sua bandeira, repassa as pedras a outro homem, e estas chegam às mãos do então governador do Rio de Janeiro, Artur de Sá e Menezes. Num gesto despretensioso, o governador leva à boca uma das pedras e, trincando-a com os dentes, identifica o tão cobiçado metal.

A notícia logo se espalha e com ela o registro de que o achado de ouro teria ocorrido nas proximidades de uma formação rochosa chamada pelos índios de Pico do Itacolomi. Inúmeras expedições partem em busca do famoso local, mas sem sucesso retornam ao ponto de partida. Até que em 1698 o paulista Antônio Dias de Oliveira alcança a região do Itacolomi e, descobrindo um veio riquíssimo, resolve se estabelecer, mandado buscar amigos e parentes em Taubaté.

 

A partir daí, aumenta o número de bandeiras que se dirigem à região. O metal é abundante, encontrado no leito e às margens dos rios e na encosta dos morros. Em sinal de devoção cristã e agradecimento, os bandeirantes erguem rústicas capelas em adobe e palha. Numa dessas construções, possivelmente a atual Capela de São João Batista, o Padre João de Faria Fialho celebra a primeira missa da região. A atividade mineradora torna-se naturalmente a mais importante, e a inexistência de trabalho agrícola provoca fome e faz com que muitos aventureiros abandonem seus achados e retornem às suas terras de origem, retardando a efetiva ocupação do território.

 



Escrito por Tadeu às 22h15
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ROTEIROS



Foto: Roteiro dos Prazeres

Roteiro I: Bacia do Custódio – Cachoeira Dos Namorados – Lavras Novas – Serra do trovão
Início: 9:00 am
Duração do passeio: aproximadamente 07:00 horas
Distância percorrida: 55 Km
Grau de dificuldade: Moderado
Veículo Utilizado: Land Rover Defender 110, com capacidade para 8 passageiros.

A represa do custódio, mais conhecida na região como “Bacia do Custódio”, destaca-se pela sua grande extensão e exuberância e, principalmente, pela linda paisagem na qual está inserida. É o local ideal para dar um mergulho. Em seguida partiremos para uma das mais belas cachoeiras da região, a “Cachoeira dos Namorados”, onde você desfrutará de uma verdadeira hidromassagem. A água é simplesmente cristalina!!!

Lavras Novas, por sua vez, é um antigo povoado ,protegido no alto das montanhas. Segundo a história, já fora um quilombo. Seu povo alegre e hospitaleiro, sua mística e singular paisagem, bem como seu ar repleto de liberdade, farão você redescobrir coisas simples da vida, que muitas vezes nem lembramos que elas ainda existem. Para finalizar o passeio, faremos uma caminhada pela “Serra do Trovão”, de onde se pode avistar os principais referenciais utilizados pelos Bandeirantes em suas viagens, quais sejam, Serra do Caraça, Pico de Itabirito e Pico do Itacolomi. Enfim, a paisagem é cinematográfica!!!

Almoço: Os restaurantes de Lavras Novas oferecem desde a comida mineira preparada em fogão à lenha a pratos exóticos, elaborados e preparados por pessoas locais.
Traje adequado para o passeio: calçado próprio para caminhada ou tênis, short ou bermuda, camiseta, roupa e toalha de banho.

LOCALIZAÇÃO:
Jardim do Grande Hotel
TEL/FAX:
(31) 9117-2973
E-MAIL:
expedicaobandeirante@ouropreto.com.br

Foto: Eduardo Tropia

Foto: Eduardo Tropia

Foto: Eduardo Tropia



Escrito por Tadeu às 22h06
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ATRATIVOS NATURAIS

Cachoeiras

Lavras Novas

Cachoeira do Falcão
Para se chegar à cachoeira, é preciso sair de Lavras Novas indo em direção à Chapada. Vire à esquerda no primeiro trevo. A cachoeira fica do lado direito da estrada. Para chegar, é preciso parar o carro no platô e descer à pé, por cerca de 5 minutos.

Cachoeira do Pocinho
Em Lavras Novas, desça pela trilha que começa na porteira ao lado da Pousada Palavras Novas. Vire no terceiro poste de madeira, à esquerda. A partir daí, são aproximadamente 15 minutos de caminhada.

Cachoeira dos Três Pingos
A caminhada começa no fim da rua Principal, abaixo do bar Kokopelli. No primeiro entroncamento, vire à esquerda e siga. A caminhada é de aproximadamente de 1h.

Represa do Custódio
O caminho é o mesmo da Cachoeira dos Três Pingos. Depois da cachoeira, continue seguindo a trilha. Com mais meia hora de caminhada, chega-se à represa.

Chapada

Cachoeira do Castelinho ou Cachoeira da Chapada
Para chegar, basta ir à Cachoeira do Pocinho. Pegue a trilha à direita da cachoeira e siga em frente. Durante a caminhada, já é possível ver o sub-distrito da Chapada. Basta seguir em direção à cidade.



Escrito por Tadeu às 22h03
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 ECOTURISMO       

Fazenda do Manso 
 Foto: Eduardo Trópia Os amantes do ecoturismo encontram em Ouro Preto opções perfeitas de aventura. Com grandes áreas naturais, como o Parque do Itacolomi, a Serra da Brígida, a Serra do Trovão e a Floresta Estadual do Uaimii, recentemente reconhecida como reserva de Patrimônio Natural pelo governo do estado, a cidade tem um enorme potencial para este tipo de turismo.

As cachoeiras são a principal atração. Castelinho, Falcão, Três Pingos e Bacia do Custódio estão entre os pontos mais bonitos da região.

A paisagem é o grande diferencial. Do alto da Serra do Trovão, em Lavras Novas, avista-se as serras do Caraça, da Bocaina, de Ouro Branco e do Caparão, além do Pico do Itacolomi. Caminhadas ou cavalgadas são as opções para chegar ao topo das montanhas.

Confira nesta página especial a melhor maneira de aproveitar os passeios, dicas de roteiro e informações sobre os principais atrativos naturais.



Escrito por Tadeu às 22h02
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Foto: Eduardo Tropia   Foto: Eduardo Tropia             Foto: Eduardo Tropia              Foto: Eduardo Tropia               Foto: Eduardo Tropia               Essas são umas das inumeras igrejas catolicas que tem na cidade



Escrito por Tadeu às 22h00
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Escrito por Tadeu às 21h57
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Conheça os Restaurantes, Hotéis e Pousadas
Distância dos distritos

Amarantina - 25 km
Antônio Pereira -16 km
Cachoeira do Campo - 18 km
Engenheiro Correia - 30 km
Glaura - 26 km
Miguel Burnier - 40 km
Rodrigo Silva - 18 km
Santa Rita de Ouro Preto - 30 km
Santo Antônio do Leite - 25 km
Santo Antônio do Salto - 35 km
São Bartolomeu - 15 km
Lavras Novas (sub-distrito) - 13 km


Distâncias

Distância de Belo Horizonte – 90 km
Aeroporto da Pampulha – 110 km
Aeroporto de Confins – 150 km

Distância de outras capitais brasileiras:

Rio de Janeiro – 467 km ou 417 km
(estrada que liga Conselheiro Lafaiete a Ouro Preto)
São Paulo – 745 km
Vitória – 624 km

Distância dos municípios limítrofes:

Mariana – 15 km
Piranga – 80 km
Catas Altas da Noruega – 178 km
Itaverava – 161 km
Ouro Branco – 75 km
Congonhas – 124 km
Belo Vale – 127 km
Moeda – 99 km
Itabirito – 41 km
Santa Bárbara – 81km


Horários de ônibus:

(Sugerimos aos visitantes que confirmem os horários junto às empresas).

Rodoviária de Ouro Preto - (31) 3559-3252

Empresas de ônibus:

Passaro Verde - (31) 3551-1081
Util, São Geraldo e Gontijo - (31) 3551-3166
Transcotta – (31) 3551-2385
Vale do Ouro e Itapemirm - (31) 3551-5679
Atual – 0800 7040560

Linhas de ônibus e horários para:
BH - Pássaro Verde
Brasília – Pássaro Verde
Caratinga – Pássaro Verde
Anchieta (ES) – São Geraldo
Guarapari (ES) – São Geraldo
Conselheiro Lafaiete – Atual
Barbacena – Atual
RJ – Útil
São Paulo – Vale do Ouro
Ipatinga – Vale do Ouro
Congonhas - Vale do Ouro
Santa Bárbara – Vale do Ouro
Itabira – Vale do Ouro
Itabirito – Vale do Ouro
Ouro Branco – Vale do Ouro
Piranga – Vale do Ouro
Ressaquinha – Atual



Escrito por Tadeu às 21h51
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   Um lugar incrivel, onde voce podera conheçer um muitas coisas histiricas sobre a cidade, existe cachoeiras, trilhas, artesanato, inumeras igrejas e etc... Conheça um pouco da cidade abaixo.

         

 



Escrito por Tadeu às 21h41
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27/11/2005 a 03/12/2005
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